Falta de visibilidade prejudica 5ª dia de buscas pelo Airbus

Aeronáutica informa que mau tempo compromete até trabalho dos radares; Marinha diz que mar está 'calmo'

Fernando Exman, da Reuters,

05 de junho de 2009 | 11h06

A falta de visibilidade prejudica o quinto dia de buscas pelo Airbus da Air France que desapareceu no último domingo com 228 a bordo, segundo o diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), brigadeiro Ramon Borges Cardoso. Ele afirmou nesta sexta-feira, 5, que não há novidades sobre a operação e informa que as aeronaves vão fazer voos de reconhecimento em mais cinco áreas que ficam a 700 quilômetros de Fernando de Noronha. "A situação meteorológica na área é bastante ruim, muita chuva, visibilidade baixa", afirmou.

  

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"A meteorologia da área está bastante prejudicada, inclusive no voo do R-99, mesmo os radares foram prejudicados pela meteorologia", acrescentou. Segundo o brigadeiro, apesar disso as buscas continuam concentradas em cinco áreas "onde a visibilidade está um pouco mais adequada".

 

 

A Marinha, que conta com três navios buscando os destroços do Airbus A330, diz que o mar está "bastante calmo". Segundo o almirante Edison Lawrence Dantas, comandante do 3o Distrito Naval, de acordo com convenções, o estado do mar varia de 0 a 12 em termos de intensidade do vento.  "O estado do mar reinante desde segunda-feira é estado 1 ou 2, que é bastante calmo", afirmou.

 

A Aeronáutica informou na última quinta que os destroços encontrados a cerca de 700 quilômetros de Fernando de Noronha não são da aeronave, como antes havia afirmado o ministro da Defesa, Nelson Jobim. O pallet (espécie de porta bagagem) içado pela Marinha é feito de madeira. As duas bóias que a Aeronáutica chegou a afirmar que haviam sido resgatadas, na realidade, sequer chegaram a ser levadas a bordo.

 

Sobre a possibilidade de encontrar corpos, o brigadeiro da FAB reiterou que a cada dia fica mais "remota". "Os destroços que foram localizados (desde o início das buscas) não foram recolhidos, porque tínhamos a prioridade de buscas de corpos e sobreviventes. Como essa possibilidade, tanto de sobreviventes como de corpos fica cada vez mais remota, nós passamos agora a fazer a busca e o recolhimento do material que for encontrado", afirmou.

 

Segundo o brigadeiro, a Aeronáutica voltou às mesmas áreas de buscas onde já tinham sido avistados alguns destroços para que os navios sejam direcionados a esses locais e os helicópteros possam fazer o resgate das partes encontradas. 

 

Segundo o brigadeiro, de concreto até agora, trabalham com "a mancha de querosene, a poltrona e alguns pedaços da aeronave que faziam parte de uma área de aproximadamente 3 km de destroços onde havia fiação e parte interna da aeronave" avistados pelos aviões de busca. "Esses destroços realmente fazem parte dessa aeronave", acrescentou.

 

Um grupo de familiares desembarcou nesta sexta-feira em Recife e foi até a Aeronáutica para receber detalhes sobre as operações de busca.

 

O voo AF 447 tinha 216 passageiros de 32 nacionalidades, incluindo sete crianças e um bebê. Segundo a Air France, 61 eram franceses, 58 brasileiros e 26 alemães. Dos 12 tripulantes, um era brasileiro e os demais franceses.

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