Faltam profissionais de saúde em presídios do Rio

O presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Rio de Janeiro, Jorge Darze, afirmou hoje que faltam pelo menos 480 profissionais da área de saúde nas sete unidades do Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe). O médico, que defende a transferência de todos os presos custodiados nos hospitais públicos para unidades dos sistema penitenciário, disse que o setor necessita de investimentos para ampliar pelo menos em 10% o número de leitos.As reivindicações foram feitas após vistoria para verificar as condições de funcionamento do Hospital Central do Sistema Penitenciário, na rua Frei Caneca, centro do Rio, que tem 90 leitos. O motivo da visita foi a invasão do Hospital Geral de Bonsucesso (HGB), ocorrida na semana passada, quando cerca de 20 criminosos resgataram um traficante e feriram sete pessoas que esperavam tratamento."O Hospital central está em condições satisfatórias, mas necessita de investimentos para melhorar o atendimento", afirmou Darze. Segundo ele, nas sete unidades do sistema de saúde do Desipe, onde atualmente trabalham cerca de 500 médicos, há um déficit de pelo menos 480 funcionários. "O governo do Estado precisa atender as nossas reivindicações para não acontecer de novo o que houve no HGB", disse o presidente do sindicato.

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