Família achava que andarilho do Atacama estava morto

A família de trabalhadores rurais do andarilho Marivaldo Amorinho de Souza, de 24 anos, que mora no município baiano de Buerarema, a 447 quilômetros de Salvador, achava que ele estava morto. Marivaldo saiu do barraco onde morava na Rua Castro Alves, Bairro Santa Helena na periferia da cidade, havia dois anos e nunca mais deu notícias. A prefeitura local não pensa em pagar a passagem para Marivaldo voltar à sua terra natal.A mãe do andarilho Marlene Amorinho vive com uma irmã no barraco da Rua Castro Alves. Elas não demostraram grande emoção ao saber, por repórteres da região, do aparecimento do rapaz no Chile. O pai de Marivaldo, Solival dos Santos, separou-se de Marlene há mais de 23 anos.Moradores de Buerarema que conhecem a família do rapaz, descrevem Marivaldo como um pessoa "problemática" que nunca freqüentou a escola e costumava perambular entre a cidade e o vizinho município de Itabuna à procura de pequenos "bicos" para sobreviver. Ele teria trabalhado por algum tempo num roça de cacau mas voltou às ruas de onde partiu para sua incrível aventura viajando através de caronas, até o deserto de Atacama no Chile onde foi encontrado na sexta-feira passada.

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