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Família acusa Rota de executar três primos

Familiares de três jovens mortos por integrantes da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) num suposto tiroteio, na BR-116, domingo se madrugada, acreditam que eles tenham sido executados a tiros, depois de terem se rendido aos policiais. Os três eram primos e estavam em um Mercedes-Benz Classe A preto, que havia sido roubado, e viajavam para o litoral paulista. O veículo, segundo parentes dos mortos, apresentava perfurações de balas na lateral e na traseira. Mas cada um deles foi morto com apenas um tiro no peito. Um dos primos também foi baleado num braço, afirmam os familiares. Moradores na favela de Vila Nova Jaguaré, na zona oeste da capital paulista, Gilson Furtado de Araújo, de 21 anos, David Furtado de Araújo, de 17, e Leandro Araújo, de 18, sabiam que o carro havia sido roubado, quando o alugaram do ladrão que reside nas proximidades. Os três iam para Santos e preferiram viajar pela BR-116 para não passar por pedágios e também para o carro não despertar a atenção de policiais.Sem documentosSegundo a polícia, os ocupantes do Classe, que não portavam documentos, teriam disparado contra uma base policial, em Taboão da Serra e depois resistido à prisão, trocando tiros com a Rota. Os cadáveres foram encaminhados ao IML (Instituto Médico Legal), como "não identificados" e seriam enterrados como indigentes. "Gilson nunca saía sem documentos e portava na carteira um cartão com o telefone do trabalho do pai", explica um primo, levantando a suspeita de que os próprios policiais tenham se desfeito dos documentos.Durante o velório dos três numa garagem, na Rua Três Arapongas, no bairro do Jaguaré, zona oeste, na entrada da favela, havia muita revolta.

Agencia Estado,

18 de maio de 2006 | 03h14

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