Família acusada de matar alemã por seguro de vida é julgada em PE

Jovem, de 22 anos, teria sido morta pela família do marido, crime foi em São Lourenço da Mata

Priscila Trindade, Central de Notícias

24 de maio de 2011 | 10h02

SÃO PAULO - Será realizado nesta terça-feira, 24, o júri de quatro acusados pelo assassinato da alemã Jennifer Marion Nadja Kloker, morta na noite do dia 16 de fevereiro de 2010, na altura do km 97, da BR-408, no município de São Lourenço da Mata, em Pernambuco.

Os acusados pelo crime são Delma Freire de Medeiros, Pablo Richardson Tonelli, Ferdinando Tonelli e Alexsandro Neves dos Santos. O quinto réu, Dinarte Dantas de Medeiros, recorreu da pronúncia e aguarda decisão da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ-PE).

O júri estava marcado para começar às 9 horas, mas até as 9h40 a sessão não havia sido iniciada. O julgamento será presidido pelo juiz da Vara Criminal no Fórum de São Lourenço, Djaci Salustiano.

Nesta terça-feira será feita a escolha dos sete jurados entre os 25 convocados, serão ouvidos o depoimento das testemunhas de acusação e o interrogatório dos quatro réus. A defesa dos acusados não arrolou testemunhas. O Ministério Público de Pernambuco convocou apenas duas testemunhas: os dois delegados responsáveis pelo inquérito policial, Alfredo Jorge e Gleide Ângelo, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). Na quarta-feira, 25, haverá os debates entre a promotoria e a defesa, a votação pelo conselho de sentença e a leitura do veredicto. O 20º Batalhão da Polícia Militar vai fazer a segurança no fórum e nas imediações.

Crime. Jennifer, de 22 anos, foi morta a tiros no dia 16 de fevereiro, no município de São Lourenço da Mata, região metropolitana de Recife. Os cinco acusados pelo crime respondem por homicídio triplamente qualificado - motivo torpe, motivo fútil e pela vítima não ter tido chance de defesa.

Quando a denúncia do Ministério Público foi aceita, em abril do ano passado, o juiz também decretou a prisão preventiva de quatro acusados: o viúvo de Jennifer, Pablo Tonelli, o pai adotivo de Pablo, Ferdinando Tonelli, a sogra, Delma Freire de Medeiros - apontada como mentora do crime - e Alexsandro Nunes dos Santos, contratado para matar. Apenas Dinarte de Medeiros, irmão de Delma, responde ao processo em liberdade. Ele seria responsável pela compra da arma e intermediação do negocio entre Delma e Alexsandro.

Única a não confessar o crime, Delma se denunciou, de acordo com o delegado responsável pelo caso, Alfredo Jorge, ao escrever um bilhete para o filho - quando ela ainda estava detida - em que o orienta, entre outras coisas, a declarar sua inocência, a não falar sem a presença de um advogado e dizer que não tinha contato com o tio Dinarte de Medeiros. Ela pedia que Pablo rasgasse o bilhete depois de ler. Ele o entregou à polícia.

Alemã naturalizada italiana, Jennifer estava no carro alugado pela família na noite do dia 16 de fevereiro, junto com Pablo, Ferdinando, Delma e seu filho. Delma e os Tonelli disseram à polícia terem sido vítimas de latrocínio (assalto seguido de morte). O corpo da alemã foi encontrado no dia seguinte, no km 97 da BR-408, em São Lourenço da Mata, atingido por três balas calibre 38. Com o desenrolar das investigações, a polícia descobriu que Jennifer tinha feito um seguro de vida que beneficiaria Ferdinando e concluiu que a morte foi tramada pela família.

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