Família culpa Exército pela morte de adolescente no Rio

A família do estudante Eduardo dos Santos, de 16 anos, primeira vítima da operação do Exército em favelas do Rio, acusa soldados e policiais militares pelo crime. O corpo do garoto foi enterrado nesta terça, 7, no Cemitério do Catumbi, no centro da cidade. Ele morreu segunda-feira no Morro do Pinto, no centro, onde havia ido para se inscrever num curso de fotografia."A polícia mata alguém e diz que foi bala perdida. Bala perdida com endereço certo. Mas quem perdeu o neto fui eu", declarou a avó Edna dos Santos, de 67 anos, que criou Eduardo desde os três anos - os pais morreram. Ela defendeu a versão de que os PMs confundiram o guarda-chuva de Eduardo com uma arma e, por isso, dispararam. "A polícia não sabe diferenciar um guarda-chuva de um fuzil, em plena luz do dia", criticou a avó. Amigos da vítima, no entanto, põe a culpa no Exército. Segundo eles, muitos soldados sorriam e brincavam entre si, depois que Eduardo foi baleado. O relações-públicas do Comando Militar do Leste (CML), coronel Fernando Lemos, informou que os militares que ocupavam ontem o Morro da Providência, vizinho ao Morro do Pinto, estavam de costas para Eduardo, de modo que não tinham como atirar nele. O tio Róbson dos Santos, de 28 anos, com quem Eduardo morava em São Gonçalo, disse que o sobrinho era pacato e "como todo jovem queria seguir um rumo na vida".

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