Família da mãe de Bernardo espera que análise de carta reabra investigação

Família da mãe de Bernardo espera que análise de carta reabra investigação

Perícia realizada em suposta carta suicida indicaria que documento foi forjado; família da mãe crê no envolvimento de Leandro Boldrini

Lucas Azevedo, Especial para o Estado

30 Março 2015 | 21h19

PORTO ALEGRE - Após a divulgação de perícia que afirma que a carta supostamente deixada por Odilaine Uglione foi escrita por outra pessoa, a família da mãe de Bernardo, assassinado aos 11 anos, espera que o documento reabra a investigação de suicídio da mulher. O advogado da família, Marlon Taborda, acredita que apenas uma ordem do Tribunal de Justiça (TJ-RS) será capaz de prosseguir com a apuração.

"Há um jogo de vaidades das autoridades da cidade", afirma o representante da família Uglione, referindo-se à Polícia Civil e ao Ministério Público de Três Passos, onde Odilaine morreu. Taborda já pediu a reabertura do caso em novembro do ano passado, mas até agora o MP analisa o requerimento.

"O MP ainda não se manifestou sobre o pedido. Vamos reforçar as provas técnicas (para reabrir o caso) e clamar para que haja essa análise. Há graves constatações levantadas de forma técnica e cientifica", argumenta o advogado. Ele acredita que, caso o MP dê uma resposta negativa à reabertura, apenas um recurso no TJ-RJ poderá ordenar diligências para apurar a morte da mãe de Bernardo.

Carta. Uma nova perícia foi contratada pela família de Odilaine. De acordo com peritos, a suposta carta suicida da enfermeira teria sido forjada, escrita por outra pessoa.

A família acredita que Odilaine foi assassinada pelo marido, Leandro Boldrini. Ele está preso há quase um ano, acusado pela morte do filho, achado morto em Frederico Westphalen, a cerca de 80 km de Três Passos, onde a família morava.

Também são acusados pela morte do menino de 11 anos a madrasta do garoto, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvânia Wirganovicz e Evandro Wirganovicz.

A morte de Odilaine foi considerada suicídio pela polícia. Mas, com o assassinato de Bernardo no ano passado e a prisão do pai como principal acusado, a família Uglione passou a desconfiar que ele também matou a mulher e forjou um suicídio.

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