Família de Amarildo entrará com ação de indenização contra o Estado

'Ele deveria ter sido entregue em sua casa do mesmo jeito que foi retirado de lá', diz o advogado João Tancredo, que não citou valores

Marcelo Gomes, O Estado de S. Paulo

15 de agosto de 2013 | 15h19

RIO - O advogado João Tancredo, que representa a família do pedreiro Amarildo de Souza, morador da comunidade da Rocinha, na zona sul do Rio, e desaparecido desde 14 de julho, afirmou nesta quinta-feira, 15, que vai ingressar com uma ação pedindo indenização ao Estado devido ao sumiço de seu cliente.

"Ele (Amarildo) entrou vivo na Unidade de Polícia Pacificadora e depois desapareceu. O Estado tem que dar conta disso, pois ele deveria ter sido entregue em sua casa do mesmo jeito que foi retirado de lá", disse. O advogado não citou qual valor pretende pedir como indenização.

GPS. A Secretaria de Estado de Segurança admitiu, pela primeira vez, que o carro da Polícia Militar que transportou o pedreiro Amarildo no dia de seu desaparecimento tinha outro dispositivo que permite saber o trajeto feito pelos policiais, além do GPS que estava quebrado.

O sistema de radiocomunicação tem como função secundária fazer o georreferenciamento do veículo. A informação foi divulgada nessa quarta-feira, 14, pelo Jornal Nacional, da TV Globo, que obteve o itinerário da viatura entre o momento em que Amarildo foi detido e as 24 horas seguintes.

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