Família de bailarina morta em naufrágio será indenizada

Barco superlotado daBateau Mouche afundou na Baía de Guanabara na passagem de ano de 88 para 89

Talita Figueiredo, O Estado de S.Paulo

23 Outubro 2008 | 20h13

A Justiça concedeu indenização por danos morais de R$ 250 mil aos cinco irmãos da bailarina Maria Lúcia Leonel, morta no naufrágio do Bateau Mouche na passagem de ano de 1988 para 89. O processo tramitava desde R$ 1991. O juiz Mauro Luís Rocha Lopes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (ES e RJ) decidiu, na terça-feira, 21, que os réus Bateau Mouche Rio Turismo Ltda, Itatiaia Agência de Viagens e Turismo Ltda, os sócios das referidas empresas e a União Federal contribuíram diretamente para a ocorrência da tragédia.   O barco superlotado naufragou na saída da Baía de Guanabara, matando 55 pessoas, que pretendiam acompanhar, do mar, os fogos da Praia de Copacabana. O advogado da família, Leonardo Arantes que também já ganhou a causa num processo anterior para os pais da bailarina, disse que vai recorrer da decisão no Supremo Tribunal Federal para rever o valor da indenização. Os réus também podem recorrer.   "A ação dos pais já transitou em julgado e agora está na fase da quantificação do valor de dano moral e material", afirmou o advogado, sem revelar o valor. Ele representa outras 15 famílias, que estão em fases diferentes. Até hoje, apenas uma família recebeu indenização. Um casal de irmãos, que não teve o nome revelado, recebeu R$ 850 mil cada pela morte do pai.

Mais conteúdo sobre:
Bateau Mouche Rio de Janeiro TRF

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.