Família de brasileira morta em lipoaspiração nos EUA pede justiça

A família da jovem Fabíola de Paula Barbosa, de 23 anos, vai pedir às autoridades brasileiras para que o médico Luiz Carlos Ribeiro seja julgado nos Estados Unidos. Fabíola morreu no domingo, 30, durante uma cirurgia clandestina de lipoaspiração, realizada por Ribeiro na cidade de Framingham, nos Estados Unidos. O médico foi indiciado por exercício ilegal da profissão."Nós queremos justiça", afirmou Fernanda de Paula, irmã mais velha de Fabíola. "E a justiça que queremos é o julgamento e a condenação do médico Luiz Carlos nos Estados Unidos e, para isso, vamos fazer de tudo para impedir que ele venha a ser julgado no Brasil"."A Fabíola foi ingênua ao aceitar a intervenção nas condições que foram descritas a nós, mas o médico sabia o que fazia e, mesmo assim, não mediu os riscos nem as conseqüências do seu ato", justificou Fernanda, que é oficial de promotoria. "Portanto, ele foi irresponsável e deve ser julgado com o rigor que merece e entendemos que o local adequado é a corte norte-americana", disse ela.A revolta da família de Fabíola, assim como parentes, amigos e vizinhos na pequena Sanclerlândia, uma cidade rural do interior de Goiás, distante 130 quilômetros de Goiânia, está sendo apoiada por parte da comunidade brasileira que mora na cidade norte-americana do estado de Massachussets.Laudo Fernanda, mesmo assim, revelou que aguarda o resultado do laudo cadavérico, que será liberado no sábado - mesmo dia em que corpo será trasladado para o Brasil - para estudar a fundo o caso, que começou com a fantasia de Fabíola de ganhar um corpo perfeito, mas acabou em tragédia.O enterro está previsto para ocorrer também no sábado, em Sanclerlândia. A decisão foi anunciada nesta terça-feira, 1º, pelo pai da jovem, Orlando Alves de Paula, um advogado de 56 anos.Fernanda revelou que o enterro de Fabíola também significará o fim de um sonho da família, de morar em Massachussets. Ela explicou que a sua mãe colocou os móveis, carros e o apartamento que comprou em Framingham à venda. "Ela decidiu deixar os Estados Unidos", afirmou Fernanda.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.