Reprodução Google Street View
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Família de brasileira morta em Portugal diz que não tem recursos para trazer corpo para o Brasil

Segundo a mãe da vítima, as autoridades portuguesas foram responsáveis pela morte da filha e, por isso, o país europeu deveria arcar com o translado

Julio Cesar Lima, O Estado de S.Paulo

16 Novembro 2017 | 17h21

CURITIBA - Ao manter contato com a filha Ivanice Carvalho da Costa, 36 anos, na segunda-feira, 13, por meio de uma rede social, a mãe Maria Luzia Silva Carvalho da Costa, não imaginou que aquela seria a última conversa com a filha, que morava havia 17 anos em Lisboa, Portugal. Na madrugada da última quarta-feira, 15, o carro em que ela estava não parou em uma blitz policial e Ivanice acabou morta por engano por policiais durante a perseguição.

Durante a tarde desta quinta-feira, 16, a mãe e familiares da vítima, que moram em Amaporã, no interior do Paraná, aguardavam notícias do Consulado do Brasil em Lisboa. "Nossa maior dificuldade é trazer o corpo, pois não temos recursos, condições para isso", comentou Maria Luzia, que além de Ivanice, que era a filha mais velha, tem duas filhas gêmeas e um filho.

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Para ela, as autoridades portuguesas foram as responsáveis pela morte e, por isso, o país europeu deveria arcar com o translado. "Eles foram os culpados pelo crime e deveriam fazer isso, seria um pouco de justiça", comentou.

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Segundo a mãe - que viu Ivanice pela última vez em janeiro de 2008 - a filha estava trabalhando em uma loja no Aeroporto de Lisboa, não tinha filhos e conseguia se manter. "Foi uma injustiça muito grande que fizeram,  estamos buscando junto às autoridades do Brasil e Portugal para que algo seja feito", disse, lembrando que a irmã Célia Maria, que vive em Portugal, está tratando desses contatos com as autoridades.

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