Família de brasileiro sumido pede mais buscas

Amigos e familiares do economista Gabriel Buchmann, de 28 anos, que está desaparecido no Monte Mulanje, no Malawi, há 12 dias, fizeram ontem manifestação na Praia de Ipanema, zona sul do Rio. Eles agradeceram o apoio recebido pelo Itamaraty, mas pediram maior empenho do Ministério das Relações Exteriores para ampliar as buscas, inclusive com auxílio de helicóptero. Hoje, uma equipe de sete voluntários canadenses especialistas em resgate chega ao Malawi para colaborar na procura. Os canadenses integram o American Rescue Team International (Arti), equipe de resgate que atua em várias partes do mundo, inclusive no resgate às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001. "Essa equipe foi chamada porque não há mais pessoas competentes que possam se envolver nas buscas no Malawi. Todas as pessoas que tinham algum conhecimento de resgate já estão atuando. No total, são 55", afirmou a professora Maria de Fátima Buchmann, mãe do economista. Amigos e parentes de Buchmann se cotizaram e pagaram US$ 25 mil pela passagem dos voluntários. Foi criado um blog (ajudegabrielbuchmann.blogspot.com) para arrecadar recursos que ajudem a financiar as buscas e a estada para os canadenses. Até ontem, o site havia contabilizado 30 mil acessos. "O que recebemos ainda não foi suficiente para cobrir as passagens", afirmou Fátima. As buscas ficaram concentradas num raio de dois quilômetros da área em que o economista foi visto pela última vez. A intenção é de que as equipes ampliem a área. O Itamaraty informou que não houve pedido para contratação de novo helicóptero. As buscas por terra foram priorizadas de comum acordo entre a família e a chefia do parque. E não há previsão para o pagamento de passagem de voluntários.

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