Família de chinês decide ir à Justiça para pedir indenização

A família do comerciante chinês Chan Kim Chang decidiu entrar na Justiça contra a União e o Estado do Rio com pedido de indenização pela morte dele, causada em decorrência de provável sessão de espancamento no presídio Ary Franco. O advogado David Lopes acredita que tanto a União quanto o Estado têm responsabilidade no caso, porque, apesar de o crime de evasão de divisas, pelo qual o chinês foi preso, ser de competência federal, ele ficou detido numa unidade estadual.O comerciante era o provedor da família. Sustentava a mulher e os dois filhos, um garoto de 13 anos e uma menina de 15, que estão morando nos Estados Unidos ? para onde Chang ia quando foi detido pela Polícia Federal, no dia 25 de agosto, no aeroporto internacional Tom Jobim. O advogado disse que a família quer ainda reaver os US$ 30 mil que o chinês levava e provar que o dinheiro é da venda de uma das pastelarias que ele tinha no Rio. Os dólares foram retidos pela PF e estão à disposição da Justiça Federal.O procurador da República Rogério Nascimento, coordenador criminal do Ministério Público Federal, que pediu informações à PF sobre o que ocorreu nas pouco mais de 12 horas em que Chang ficou sob a custódia de agentes federais, disse hoje ontem que não há indícios de que ele foi agredido pelos três policiais que fizeram sua escolta ? ao contrário do que afirma o secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho.

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