Família de desaparecido critica suspensão de buscas no metrô

A família de Cícero Augustinho da Silva, 60 anos, desaparecido desde a tarde da última sexta-feira, dia 12, criticou a decisão do Corpo de Bombeiros de suspender o resgate de outras possíveis vítimas do desmoronamento nas obras da estação Pinheiros do metrô, que ocorreu no mesmo dia do sumiço.Sem notícias do pai desde o dia do acidente, Alex Lima da Silva, 23 anos, afirmou que é muita ?coincidência seu pai ter desaparecido no mesmo dia do acidente, quando duas testemunhas indicam que ele foi, à tarde, à região de Pinheiros.? ?Ninguém é vidente para dizer quantas pessoas podem estar lá?, disse Silva, ao saber pela imprensa que o resgate fora suspenso na madrugada de quinta, após a retirada do microônibus.Cícero foi visto pela última vez tomando um ônibus próximo de sua casa, no bairro de Perdizes (zona oeste da capital), com destino à região de Pinheiros. Duas testemunhas confirmaram à polícia que ele seguiu à tarde, por volta das 13h30, para Pinheiros. Uma delas tomou o mesmo ônibus com ele e uma comerciante do bairro guardou documentos e um guarda-chuva, que ele pegaria no final da tarde. Reconstituição dos últimos passosDe acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Mario Jordão, a possibilidade de Cícero estar nos escombros não está totalmente descartada. Durante todo o dia, policiais da Departamento de Homicídios e Proteção à pessoa (DHPP) fizeram a reconstituição dos passos do contínuo no dia 12. ?Ele foi visto às 13 horas saindo de uma casa lotérica em Perdizes, bairro onde mora.? Segundo o delegado, após sair da lotérica, o contínuo teria se dirigido ao bairro de Pinheiros.?Meu pai não tem nenhum problema de saúde, não toma nenhum remédio, nunca dormiu fora de casa e sempre liga para minha mãe?, disse Alex. O contínuo tem dois filhos e dois netos. Ele é casado com Angelina, de 58 anos, que também prestou depoimento à polícia.?Na sexta-feira passada (dia 12), quando cheguei em casa encontrei minha mãe preocupada sem conseguir ligar para o meu pai. Os dois celulares dele estavam na caixa postal. Nós ficamos acordados, mas ninguém sabia do acidente do metrô. No dia seguinte, descobrimos o acidente, mas fui prestar queixa do sem saber que ele tinha ido na sexta à tarde a Pinheiros. No domingo, resolvemos ir até ao local do acidente, quando informamos para a Defesa Civil que meu pai estava desaparecido. Nós ainda não estávamos pensando na relação com o acidente do metrô?, disse Alex.

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