Família de gerente de banco é seqüestrada em SP

Dois homens armados seqüestraram a família do gerente de banco Sérgio Sanao Sano, em Pilar do Sul, região de Sorocaba, ontem à noite, e exigiram R$ 800 mil de resgate. O gerente, sua mulher e os três filhos foram rendidos em sua casa, na região central da cidade, e passaram a noite sob a mira das armas. Por volta das cinco horas da manhã, um dos seqüestradores fez a mulher e os filhos entrarem em uma caminhonete e partiu com eles. A mulher e as crianças tiveram que deitar-se na carroceria, sob um toldo. O outro ficou rendendo Sano até por volta das 7 horas, horário de abertura da agência para os funcionários. O gerente foi obrigado a ir com seu veículo até a agência do Banco do Brasil, na Rua 5 de Novembro, onde trabalha. Ele deveria sacar o dinheiro do cofre para que seus familiares fossem libertados. As orientações para a entrega do dinheiro seriam passadas por telefone. O gerente entrou no banco, mas como estava muito nervoso, acabou denunciando o seqüestro dos familiares. O dinheiro não chegou a ser sacado. A polícia cercou o prédio, mas não conseguiu prender o seqüestrador. "Certamente ele estava observando e, ao perceber a movimentação, escapou", disse a delegada Elizabete Molina, que investiga o caso. Duas horas mais tarde, um dos seqüestradores ligou para Sano, insistindo na entrega do dinheiro, caso contrário seus familiares seriam mortos. A polícia assumiu as negociações. Duas horas depois, a mulher e os três filhos do gerente foram libertados no município de Juquiá, no Vale do Ribeira. Eles não sofreram danos físicos. A mulher contou que o seqüestrador passou por um comando da Polícia Rodoviária Federal, na Rodovia Régis Bitencourt (BR-116), mas não foi parado. Segundo a polícia, o gerente e seus familiares foram ameaçados de morte e submetidos a forte tensão psicológica. Ele estão sob cuidados médicos.

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