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Família de jovem que morreu em voo diz não ter dinheiro de traslado

John Kennedy Gurjão, de 24 anos, era natural do Amapá; parentes não sabiam que rapaz estava fora do País

Alcinéa Cavalcante , Especial para O Estado

20 de outubro de 2015 | 18h33

MACAPÁ - A família do jovem John Kennedy Gurjão, de 24 anos, que morreu após ter convulsões em um voo da Aer Lingus, que fazia o trajeto de Lisboa, em Portugal, para Dublin, na Irlanda, disse nesta terça-feira, 20, que não tem recursos para trazer o corpo de Gurjão de volta para o Brasil.

O jovem era natural do município de Calçoene, a 374 quilômetros de Macapá, capital do Amapá. De família pobre, Gurjão perdeu os pais quando ainda era criança e ele e seus oito irmãos foram criados por parentes na cidade, onde concluiu o ensino médio e trabalhou como servente em um hospital. Há cerca de um ano, mudou-se para a capital amapaense, em busca de emprego.

A tia do jovem, Lourdes Gurjão, disse que a família não sabia que ele estava fora do País e que ficou chocada com a notícia. Segundo ela, o sobrinho não tinha passagem pela polícia e a família nunca havia percebido qualquer envolvimento com drogas.

Gurjão transportava 80 cápsulas de cocaína no estômago - o equivalente a cerca de 800 gramas -, segundo resultado da autópsia assinada pelo patologista Margot Bolster e divulgada pelo jornal The Irish Times. Uma das cápsulas teria estourado, causando a morte do rapaz.

Lourdes Gurjão disse que vai pedir ajuda ao governo federal para trazer o corpo do sobrinho e sepultá-lo em Calçoene.


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