Família de menino morto por PMs receberá indenização no Rio

Pagamento será feito por 6 meses, quando uma nova avaliação médica será feita; menino foi morto por engano

Talita Figueiredo, de O Estado de S. Paulo,

15 de setembro de 2008 | 18h34

A família do menino João Roberto Amorim Soares, de 3 anos, assassinado por engano por policiais militares do Rio em 7 de julho, ganhou na Justiça o direito de receber indenização para tratamento médico, bem como pensão por seis meses do Estado. Paulo Roberto Soares, pai de João Roberto, deve receber R$ 4.150 por mês e familiares receberão R$ 1.245, em decisão tomada nesta segunda-feira, 15.   Veja também: Todas as notícias sobre o caso    A juíza da 4ª Vara de Fazenda Pública, Cristiana Aparecida de Souza Santos que o Estado pague dez salários mínimos - cerca de R$ 4.150 - ao taxista Paulo Roberto Soares, pai de João Roberto, e custeie tratamento psiquiátrico no valor de três salários mínimos - R$ 1.245 - aos pais, avós e irmão mais novo de João, Vinícius, de 1 ano.   A juíza concedeu antecipação de tutela ao concordar com o pedido do advogado da família, João Tancredo, de que "a tragédia que se abateu sobre suas vidas está causando dificuldades de manter o equilíbrio emocional, estando o autor (Paulo Roberto) incapacitado de realizar sua profissão de taxista" e ainda que são necessários "cuidados na área de psicologia para elaborarem suas perdas com a finalidade de se evitar o agravamento da dor causada".   O pagamento deverá ser feito por 6 meses, quando haverá nova avaliação médica. O governo do Estado informou que só vai se pronunciar a respeito da decisão judicial depois de ser notificado oficialmente.   Policiais militares que perseguiam bandidos teriam confundido o carro da mãe do menino, Alessandra Soares, com o carro de criminosos que perseguiam e acertaram 17 tiros no carro da família. João Roberto João Roberto foi atingido por três tiros a menos de 50 metros de casa, na Tijuca, na zona norte.

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