Família de missionária nos EUA comemora condenação de Bida

Acusado de mandar matar irmã Dorothy, fazendeiro vai cumprir 30 anos de prisão em regime fechado

Carlos Mendes, ESPECIAL PARA O ESTADO, BELÉM, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2010 | 00h00

A família da missionária Dorothy Stang comemorou nos Estados Unidos a condenação, na segunda-feira, do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser um dos mandantes de seu assassinato. Ele deve cumprir em regime fechado a pena de 30 anos arbitrada por um júri popular composto por seis mulheres e um homem.

"Nossa família sabia que aqueles que mataram nossa irmã seriam condenados, porque a polícia realizou um bom trabalho e o Ministério Público reuniu as provas suficientes", resumiu David Stang, irmão da missionária, ao Estado.

"Estamos muito satisfeitos. A justiça foi feita e ela representa um recado para aqueles que apostam na impunidade", afirmou a missionária Rebecca Spires. Ela disse esperar igual desfecho no dia 30, quando será julgado o outro acusado de ser mandante do crime, o fazendeiro Regivaldo Galvão, o Taradão.

Bida disse que ainda não sabe se seu advogado vai recorrer da decisão. A condenação começou a ser cumprida ontem no Centro de Recuperação, em Coqueiro, região metropolitana de Belém.

O fazendeiro não terá direito de recorrer da condenação em liberdade. A pena foi de 29 anos, acrescida de mais um ano pelo fato de a vítima ser idosa - Dorotthy tinha 73 anos. O advogado Eduardo Imbiriba, defensor contratado por Bida, não compareceu ao julgamento, deixando Bida irritado.

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