Família de preso morto denuncia espancamento

A família do detento Wellington Monteiro dos Santos, de 22 anos, assassinado na tarde de ontem na penitenciária 2 da cidade de Potim, no Vale do Paraíba, acusa funcionários do presídio de agressão e espancamento. O detento foi estrangulado, por volta das 14h de ontem, pelo preso Alperíques Fernando Vieira, que assumiu e avisou os agentes da morte. Segundo a polícia, o autor do homicídio contou que foi um acerto de contas, de um problema mal resolvido no passado. Ele enforcou a vítima com uma corda improvisada.Apesar do autor da morte ter se pronunciado, a família contesta o fato, dizendo que o próprio preso contou durante a visita, no último domingo, que havia sido espancado por três agentes penitenciários. "Ele estava todo machucado, com marcas profundas na testa, nos pulsos e nos braços", afirmou a tia da vítima, Inês Monteiro dos Santos. "O Estado deveria dar segurança para quem está pagando pelo erro cometido", completou a dona-de-casa. O coordenador geral dos presídios do Vale do Paraíba e Litoral Norte, Carlos Alberto Corade, afirmou que o diretor do presídio Fábio Brandão informou que nenhuma agressão foi feita ao preso, por parte dos funcionários. "Não houve nenhum espancamento ou agressão ao detento", disse Corade. Esta foi a terceira morte de preso na região, registrada em dez dias. Duas aconteceram no complexo penitenciário de Potim, onde funcionam dois presídios para 1.500 homens, e a outra morte aconteceu na Penitenciária Edgar Magalhães Noronha, em Tremembé.

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