Família de tenente acusado de matar jovens pode deixar o Rio

Mulher de Vinícius Ghidetti teme por sua vida e de seu filho, pois teria recebido telefonemas ameaçadores

Talita Figueiredo, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2008 | 20h52

A família do tenente Vinicius Ghidetti, um dos acusados do assassinato de três jovens moradores do Morro da Providência entregues a traficantes rivais do Morro da Mineira, está escondida em um hotel e poderá deixar a cidade. Segundo a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Rio, Margarida Pressburguer, a mulher do tenente, identificada apenas como Aline, teme pela sua vida e pela do filho de dois meses do casal. Margarida se reuniu nesta quarta-feira, 25, com os advogados do tenente, que informaram que Aline teria recebido telefonemas ameaçadores.   Veja também: Prefeitura e Estado disputam conclusão das obras na Providência Promotor detalha participação de militares na morte dos jovens Polícia diz ter identificado assassinos dos jovens da Providência Com obras embargadas, Exército deixa Morro da Providência Justiça Eleitoral embarga obras no Morro da Providência Crivela lamenta 'contaminação política' de obras na Providência Opine: o Exército pode cuidar da segurança pública?    "Ninguém sabe de que lado partiram esses telefonemas (traficantes, militares ou parentes dos mortos), mas ela está muito assustada", disse a presidente. Na semana passada, Margarida já havia se reunido com o pai do soldado José Ricardo Rodrigues de Araújo, também acusado de participar do crime. O pai, que não teve seu nome divulgado, contou que uma pessoa bateu na porta de sua casa com jornais que mostravam o nome do soldado divulgado e perguntando se era seu filho. O pai do soldado mora com a mulher, outros filhos pequenos, a irmã e seus sobrinhos numa favela próxima ao Morro da Mineira. Segundo Margarida, a comissão vai notificar a Secretaria de Segurança Pública sobre as ameaças.

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