Família de tenente que comandou ação sofre ameaças e está escondida

A família do tenente Vinicius Ghidetti, um dos acusados do assassinato de três jovens moradores do Morro da Providência entregues a traficantes rivais do Morro da Mineira, está escondida em um hotel e poderá deixar a cidade. Segundo a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Rio, Margarida Pressburguer, a mulher do tenente, identificada apenas como Aline, teme pela sua vida e pela do filho de 2 meses do casal. Margarida se reuniu ontem com os advogados do tenente, que informaram que Aline teria recebido ligações ameaçadoras. "Ninguém sabe de que lado partiram esses telefonemas (traficantes, militares ou parentes dos mortos), mas ela está muito assustada", disse a presidente. Os pais de Ghidetti moram em um bairro pobre de Vila Velha (ES). O rapaz saiu de casa cedo, mudou-se para a casa de parentes no Rio, a fim de estudar. Em 2002, ingressou na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), após ser reprovado no vestibular para Direito, na Federal do Espírito Santo. Escolheu como arma a infantaria. Em 2007, fez o curso de pára-quedista na Vila Militar, em Deodoro, zona oeste do Rio. Em agosto daquele ano, foi promovido a 2º tenente. MAIS AMEAÇASNa semana passada, Margarida já havia se reunido com o pai do soldado José Ricardo Rodrigues de Araújo, também acusado de participar do crime. O pai, que não teve seu nome divulgado, contou que uma pessoa bateu na porta de sua casa com jornais que mostravam o nome do soldado e perguntando se era seu filho. O pai do soldado mora com a mulher, outros filhos pequenos, a irmã e seus sobrinhos numa favela próxima ao Morro da Mineira. Segundo Margarida, a comissão vai notificar a Secretaria de Segurança Pública sobre as ameaças.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.