Família de Toninho do PT começa a ser ouvida

Os parentes do prefeito Antonio da Costa Santos, morto a tiros há nove dias, devem começar a ser ouvidos a partir desta quinta-feira pelos delegados que investigam o assassinato.Segundo o delegado seccional Osmar Porcelli, a família deve depor na delegacia de homicídios. Ele acrescentou que foi descartado o retrato falado feito a partir de informações de dois adolescentes usuários de crack que estavam no local no momento do crime."O retrato não prestou", resumiu Porcelli. Também a partir desta quinta, começam a ser ouvidos na delegacia os assessores, secretários e amigos de Toninho. O delegado disse que não pode avaliar a importância desses depoimentos antes de eles ocorrerem. "Pode ser que tragam informações importantes, pode ser que não", alegou.A polícia conseguiu descobrir mais uma das pessoas citadas em uma carta anônima encontrada na última sexta-feira e que aponta apelidos de supostos responsáveis pelo crime.Dois dos incriminados foram localizados e estão sendo observados por policiais civis. Segundo Porcelli, são pessoas sem passado criminoso, o que exige mais cautela na investigação. "Não podemos simplesmente detê-las", explicou.O delegado acrescentou que outras pistas continuam sendo investigadas e novas informações surgiram. Nada conclusivo, porém. Ele está aguardando, em 48 horas, um relatório da Telefônica sobre as últimas ligações feitas pelo prefeito morto, inclusive três telefonemas registrados em seu celular depois de sua morte.Porcelli também aguarda o laudo sobre as impressões digitais do Vectra, apontado por testemunhas como um veículo que perseguiu o Palio de Toninho. "É um crime complicado", definiu.Ele avisou que ainda não foi informado sobre intervenção da Polícia Federal no caso, como teria ventilado o ministro da Justiça José Gregori. "Não posso comentar antes de ser comunicado", alegou.

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