Família do assassino de garoto no Rio é ameaçada

Keginaldo Marinho da Silva, de 35 anos, pai de Diego Nascimento da Silva, de 18 anos, preso sob a acusação de matar o menino João Hélio Fernandes, de 6 anos, disse que sua família está sendo ameaçada. Ele contou que a casa onde mora foi apedrejada. "A ameaça não é justa. Só peço que deixem minha família em paz. Todo mundo sabe que eu sou digno", disse chorando.O pai entregou o próprio filho à polícia na quinta-feira. "Não me arrependo do que fiz. Não compartilho desse crime bárbaro. Ninguém aceita uma coisa dessas", disse ele, que trabalha na portaria de uma escola particular. CrimeJoão Hélio Fernandes, de 6 anos, morreu na noite de quarta-feira após ser arrastado por 14 ruas, um trajeto de sete quilômetros que cruzou quatro bairros da zona norte do Rio. O menino foi levado pelos rapazes que roubaram o Corsa de sua mãe. O garoto ficou preso ao cinto de segurança, do lado de fora do veículo. Durante o trajeto, o menino teve a cabeça arrancada. O carro passou por um quartel do Exército, pelo Fórum e pela Policlínica da Polícia Militar. O crime causou comoção no Rio.A comerciante Rosa Cristina Fernandes, de 41 anos, voltava para casa com os dois filhos, João e Aline (de 13 anos), quando a família foi abordada num sinal de trânsito por dois rapazes, que os ameaçaram com uma arma - depois, concluiu-se que era de brinquedo. Cristina e Aline deixaram o carro. A comerciante ainda tentou ajudar o filho a se livrar do cinto de segurança. João Hélio já estava do lado de fora do veículo, mas os criminosos arrancaram com o Corsa antes que ele conseguisse se desvencilhar do cinto. A porta do carro fechou, e o menino foi arrastado pelo abdome. Mãe e filha entraram em desespero. Aline chegou a correr atrás do carro. Motoristas e motociclistas buzinavam e piscavam o farol. Eles chegaram a ser ameaçados com a arma por um dos assaltantes, que dirigiam em ziguezague para tentar se livrar do garoto. ?Testemunhas contaram que a criança quicava no asfalto?, comentou o delegado Hércules Pires do Nascimento. Dez minutos depois de terem levado o Corsa, os rapazes estacionaram o carro na Rua Caiari, em Cascadura, e fugiram a pé.

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