Família enterrou indigente por engano

A família de Haroldo Prado Ferreira, de 58 anos, está vivendo uma situação inusitada. Portador de perturbação mental, ele costumava desaparecer e dias depois voltar para casa. No último dia 29, depois de receber notícias de sua provável morte, a família foi ao necrotério do Instituto Médico Legal (IML) e ali reconheceu como sendo de Haroldo o cadáver de um homem encontrado morto num bairro distante de sua casa. Seu rosto estava desfigurado, mas a estatura e outras características coincidiram. O corpo foi liberado e enterrado no dia seguinte. Mas na tarde de ontem, Cristiane Lourenzão Alvarez, vizinha da família, levou o maior susto de sua vida ao encontrar-se com o suposto morto andando pelo calçadão do centro da cidade. Ao constatar que se tratava realmente de seu vizinho, a mulher chamou a polícia e todo o engano começou a se esclarecer. Sua filha Cristina foi quem o reconheceu e prometeu que agora a família vai cuidar para que Haroldo não continue a perambular. Passada a emoção do reencontro, a família agora tem a tarefa de providenciar, através de um processo judicial, a anulação da certidão de óbito e a revalidação dos documentos do homem. O caso está à cargo do 3º distrito policial de Bauru, que agora fará um inquérito para apurar o ocorrido e reabrirá investigações para identificar o cadáver que a família enterrou por engano. Até a conclusão do processo, Haroldo continuará "oficialmente morto".

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