Família espera contato de casal brasileiro na Tailândia

O casal Pablo Fernando Ribas, de 29 anos, e Débora Máximo Ribas, de 25 anos, embarcaram na última quinta-feira (23) para quase um mês de férias na Tailândia. Eles saíram de Campinas rumo a Bangcoc ainda sem saber em que hotel se hospedariam, mas prometeram telefonar para a família no Natal. O telefonema não ocorreu e desde o embarque os parentes não têm notícias do casal. "Entramos em contato com tudo o que se imagina, não conseguimos nenhuma informação", disse nesta terça-feira o pai de Débora, José Roberto Máximo.Desesperada por qualquer notícia, a mãe dela, Maria Aparecida Máximo, foi pessoalmente ao Consulado da Tailândia em São Paulo ontem (28). "Estava fechado, ela ficou em São Paulo para ver se consegue falar com alguém amanhã (quarta-feira)", contou Máximo. Amigos do casal chegaram a entrar em contato com a organização Médicos Sem Fronteiras em busca de informações. "Os nomes de Débora e Pablo não estão na lista de mortos que eles têm", consolou-se Máximo. Os pais de Débora agarram-se à esperança de que a filha não tenha entrado em contato por problemas de comunicação, embora lastimem que ela não os deixaria tanto tempo sem notícias. O agente de viagens que vendeu as passagens afirmou que o casal desembarcou sábado em Bangcoc.A viagem de volta ao Brasil está marcada para 20 de janeiro. Máximo lamentou não ter a quem recorrer. "Eles iriam procurar o hotel quando chegassem lá e nos telefonariam. Não tem como descrever a aflição que estamos vivendo", disse o pai. Ele soube da tragédia no domingo à tarde, depois de ter passado no Natal na casa do filho, em Uberaba. "Ligamos a televisão e vimos a notícia do terremoto. O pânico começou naquele momento", lembrou Máximo.O Itamaraty registrou mais de 300 telefonemas de parentes em busca de informações e chegou a uma lista "flutuante" com entre 80 e 90 nomes de brasileiros que estavam nos países afetados pela tragédia e perderam contato com as famílias no Brasil. A Assessoria alegou que a lista não é de desaparecidos, mas de pessoas incomunicáveis, o que pode ter ocorrido por problemas na estrutura de comunicação dos países atingidos pelas ondas gigantes (tsunamis). Alegou ainda que somente divulga informações ou nomes de brasileiros no exterior com autorização dos parentes.

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