Família Gabrilli sofre até hoje os efeitos do caso Celso Daniel

Tantos problemas e tanta pressão puseram de joelhos a família Gabrilli. Em 2009, Luiz Alberto Ângelo Gabrilli, o patriarca, vendeu sua parte na Expresso Guarará. Beto, seu filho, foi tocar outros negócios. Rosângela, a filha, partiu. "Parei, eu me desgastei demais com tudo isso, sofri demais", ela diz. "Perdi minha vida. Quero me reencontrar. Perdemos a motivação, o sentido de tudo isso depois de quase 40 anos de trabalho."

, O Estado de S.Paulo

21 Novembro 2010 | 00h00

Aos 55 anos, ela não tem um endereço fixo. Quer ficar na estrada por uns tempos. "Fico um pouco em cada lugar, na casa de amigos. É uma peregrinação, enquanto essa história não tiver um fim. Sei que a minha segurança é muito delicada e eu tenho que me preservar porque tenho três filhos."

Nos tempos de boa saúde financeira, a Expresso Nova Santo André chegou a ter 80 veículos na rua. Rosângela cresceu nas empresas. "Eu brincava de boneca dentro dos ônibus. Eu quero dizer que papai é um grande homem, um grande caráter."

Ela não pensa em retornar a São Paulo. "Eu ouvia muito dessa turma de Santo André que o poder tudo pode. Eu ouvia deles que para o poder não existe lei. Sempre fui muito revoltada com tudo isso, com o esquema, a extorsão."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.