Família invade pista do aeroporto Juscelino Kubitschek

Após oito horas de espera e de saberem que suas malas tinham sido embarcadas no avião para Buenos Aires, mas sem eles, seis pessoas de uma mesma família invadiram nesta quinta-feira, 21, a pista principal do Aeroporto Internacional de Brasília, Juscelino Kubitschek. "Foi tanto estresse, que o estopim incendiou", resumiu a dentista, Ana Alencar, ao lado do marido, três filhos e uma nora. A correria da família pela pista, na tentativa de ainda embarcarem na aeronave que já taxiava, ocorreu por volta das 13 horas. Sem sucesso, os seis ficaram sentados por alguns minutos na pista, sob a chuva, até que foram retirados pela segurança da Infraero. "Ficamos lá em um protesto pacífico para chamar a atenção para os direitos da população, que está sendo insultada com tudo isso", justificou Ana. A família Alencar desembarcou no final da manhã em Brasília, vinda de Palmas (TO), para fazer conexão e pegar um vôo da TAM para a capital argentina. Segundo Ana, os bilhetes estavam comprados há dois meses quando começaram a planejar a viagem de férias. Ao chegarem em cima da hora da partida, por causa de outro atraso no primeiro vôo, a família foi informada que eram vítimas de overbooking, situação provocada pela venda de mais passagens do que assentos disponíveis no vôo. "Exigimos o embarque e, quando conseguimos e despacharam as nossas malas, não nos esperaram concluir as exigência legais na Polícia Federal", disse Ana. Foi nesse momento, por uma porta da PF que dá passagem à pista, que a família tentou chegar até o avião. Somente no final da tarde, a família foi embarcada pela TAM em outro vôo para São Paulo onde iriam, finalmente, seguir para Buenos Aires. O novo "apagão aéreo" afetou nesta quinta os planos de viagem no final do ano de milhares de pessoas. Entre gente comum, políticos e autoridades, ninguém escapou de várias horas de espera no aeroporto. O presidente do PT, Marco Aurélio Garcia, por exemplo, que iria viajar para São Paulo disse que estava preparado para qualquer coisa. "Temos que ter paciência", disse ele, numa das filas mais longas no aeroporto que era da companhia aérea TAM. Em direção ao Rio de Janeiro, o deputado cassado Roberto Jefferson demonstrava bom humor, mesmo após contar que já estava esperando há quase cinco horas. A jornalista Hilda Cavalcante, que levava o cachorro em um compartimento próprio para animais doméstico, conseguiu fazer o check-in no vôo para Recife (PE) depois de seis horas de espera no aeroporto. Matéria alterada às 19h10 para acréscimo de informações

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