Família não têm dinheiro para trazer corpo de brasileira morta nos EUA

A desempregada Elizabete Ferreira Vitalino, de 30 anos, irmã de Elizabel Aparecida Ferreira Vitalino, 39, assassinada em Miami no domingo, disse nesta quarta-feira que a família não tem dinheiro para custear o traslado do corpo de Elizabel dos EUA para o Brasil.Elizabete mora com a mãe, Izabel, 68, em Valença, no interior do Estado do Rio. Segundo ela, a família era sustentada pela irmã, que morava nos EUA havia 4 anos e cinco meses. Elizabel trabalhava como babá e empregada doméstica.Segundo Elizabete, ela mandava cerca de R$ 1 mil por mês para a família ? além da irmã e da mãe, também ajudava o pai, José, de 74 anos, que sofre de reumatismo e precisa de uma cadeira derodas para se locomover.Elizabete estima que precisaria de pelo menos US$ 4 mil para trazer o corpo da irmã. ?Não temos nem R$ 100. Sou vendedora autônoma e estou desempregada. Minha mãe é aposentada, e meu pai, doente. A gente não tem dinheiro, minha irmã pagava as contas e comprava os remédios. Ela foi para melhorar de vida e morreu assassinada. Estamos desesperados?, disse.?Se depender da gente, o corpo vai ficar abandonado, infelizmente. Não falamos inglês e não temos advogado. O consulado cada hora fala umacoisa. Não estamos tendo ajuda de ninguém. O Itamaraty falou que o Brasil não vai pagarnada. Vou escrever uma carta fazendo um apelo ao Lula.?A assessoria de imprensa do Itamaraty informou que ?não há base legal para o custeamento do traslado do corpo?: ?O Itamaraty não tem dotação orçamentária para isso. O consulado de Miami dará todo o apoio na tramitação burocrática, mas o traslado deve ser pago pela família. Caso issonão se confirme, o corpo será enterrado nos EUA, e os custos deverão ser assumidos pelas autoridades locais?, diz a assessoria.Elizabete disse que sua irmã foi trabalhar em Miami indicada por uma família de uruguaios com a qual trabalhara, no Rio. Elizabel e dois argentinos foram assassinados a tiros durante uma festa. O acusado é o americano Kevin Evers.

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