Família passa 36 horas seqüestrada no litoral

A família de Osmário Pereira Borges passou por maus momentos entre a noite de segunda-feira e a manhã de hoje. O funcionário da Prosegur, empresa transportadora de valores, foi seqüestrado e teve a esposa e o filho mantidos reféns por quase 36 horas. O plano dos marginais não deu certo e todos fugiram. Antes, libertaram os familiares do vigilante na Rodovia Santos/Rio, em Bertioga. O seqüestro teve início às 21 horas de segunda-feira, quando Osmário Pereira Borges, de 29 anos, deixou o trabalho.Atravessou o Estuário de barca em direção a Vicente de Carvalho e pegou a bicicleta. Morador no bairro Morrinhos, pedalava em direção à sua casa. Foi abordado por dois homens encapuzados e armados em uma Parati na Estrada Piaçaguera/Guarujá. Os três, então, foram no veículo para a casa do vigilante. Lá, sem levantar suspeitas dos vizinhos, entraram e dominaram a esposa e o filho, um menino de 8 anos - eles não tiveram os nomes revelados. A intenção era aplicar o golpe (trocar os familiares pelo dinheiro transportado em um carro forte) na terça-feira, mas como o vigilante estava de folga, os planos foram adiados. Passaram a terça-feira inteira no local, e por volta das 19 horas o vigilante foi levado novamente para sua casa, em Morrinhos. "Isso porque ele tinha de fazer uma ligação às 21 horas para a empresa (Prosegur)", contou o investigador. "É um código, se ele não ligasse e passasse uma senha, não poderia trabalhar no dia seguinte". Até esse procedimento os seqüestradores tinham conhecimento.

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