Família tenta trazer corpo de brasileira assassinada no Uruguai

Empresário alemão teria confessado o crime após fugir para o seu país de origem

O Estado de S. Paulo

08 Maio 2013 | 17h31

FRANCA - A família da garçonete Érica Luana Marques Nogarol, de 34 anos, tenta trazer o seu corpo para o Brasil. Ela foi encontrado morta em Montevidéu, no Uruguai, no fim de abril, dez dias após ser asfixiada e deixada dentro do apartamento em que estaria vivendo com o empresário alemão Angelo Faggion, de 48 anos. Foi ele quem avisou a polícia de seu país de origem após retornar à Alemanha.

O empresário se apresentou com o advogado em Berlim, mas não há informações de que tenha ficado preso. Assim que foi avisada, a polícia uruguaia foi ao apartamento e localizou o corpo. Desde então a família no Brasil tenta obter mais informações e definir o que será feito do corpo. Caso não seja trazido de volta ao Brasil, ele deverá ser cremado ainda nesta semana no Uruguai.

A brasileira nasceu em Araxá (MG), mas viveu a maior parte de sua vida em Uberlândia (MG). Ela foi casada e morou com o marido na Alemanha, ocasião em que conheceram o empresário e trabalharam em um restaurante de sua propriedade. No início deste ano o casal voltou ao Brasil e se separou, momento em que a vítima resolveu retornar para a Alemanha. A partir daí as informações não são muito precisas, mas o ex-marido acredita que Érica tinha um caso com Faggion e os dois teriam resolvido ir morar no Uruguai.

A polícia uruguaia trabalha com a hipótese de crime passional e já pediu a extradição do acusado. Já a família da vítima acredita que o assassinato possa ter relação com dinheiro, já que quando esteve no Brasil a garçonete teria demonstrado estar muito bem financeiramente. Ela morou oito anos na Europa e tinha cidadania italiana.

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