Família vela morto errado e suposto defunto aparece vivo

Na manhã do último sábado, as irmãs Elizete e Elizângela da Silva iam para o velório de um tio quando se depararam com o próprio, sentado em uma praça pública da cidade de Cruzeiro, 221 quilômetros a nordeste de São Paulo. Sentado e vivo. Assustadas, chegaram mais perto do homem para confirmar se era mesmo o tio que morrera. ?Foi um susto, uma alegria. E ele me respondeu que estava vivo, vivinho?, disse Elizângela. Eufóricas, saíram correndo para avisar a família, no velório, que o morto estava vivo. E aguardava na praça o resto da família. ?Cheguei gritando ao velório, dizendo que o tio Onofre estava vivo, e acharam que eu estava louca.? Elizângela afirmou que teve de insistir para que um dos parentes fosse com ela até a praça para ver o tio vivo. ?Foi uma correria, uma alegria pra todo mundo, que tinha passado a sexta-feira inteira chorando?, disse a cunhada, Eliane da Silva. O andarilho Onofre Moreira, de 64 anos, foi dado como morto na manhã de sexta-feira e teve seu corpo reconhecido pelos próprios irmãos. ?Vieram aqui em casa avisar que o Onofre tinha sido atropelado por um trem e estava morto. Meu marido e outros irmãos foram lá e reconheceram o corpo?, disse Eliane. A semelhança entre o falecido e o andarilho enganou toda a família. No lugar do andarilho Onofre Moreira, quem havia morrido era o aposentado Eduardo de Paula. ?Não era o tio, mas o avô da namorada do meu filho que havia morrido.? Mesmo com a confusão desfeita, parte dos parentes de seu Onofre voltou ao cemitério para sepultar o aposentado e consolar a outra família. Caso semelhante na região ocorreu com Valquíria Silva, que ficou nove dias internada na UTI da Santa Casa de Guaratinguetá depois de sofrer um acidente na Rodovia Presidente Dutra. A empregada dela, Vanda Campos, morreu e foi sepultada como se fosse a patroa. Na semana passada, Valquíria saiu do coma e desfez a confusão.

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