Familiares de PMs impedem saída para policiamento de jogo no Rio

Familiares de PMs impedem saída para policiamento de jogo no Rio

A intenção é impedir a saída de agentes que iriam atuar na segurança do jogo entre Botafogo e Flamengo, pelo Campeonato Carioca, no estádio do Engenhão, às 19h30

Clarissa Thomé, O Estado de S.Paulo

12 Fevereiro 2017 | 18h18

RIO - Mulheres de policiais militares estão bloqueando desde as 13 horas deste domingo, 12, as entradas do Comando de Operações Especiais (COE), em Ramos, zona norte do Rio. A intenção delas é impedir a saída de policiais que iriam atuar na segurança do jogo entre Botafogo e Flamengo, pelo Campeonato Carioca, no estádio do Engenhão, também na zona norte. A partida será às 19h30.

Agentes do COE tentaram negociar a saída de policiais para o jogo e também o deslocamento de oito viaturas para o policiamento de áreas vulneráveis, como a entrada da Favela Parque União. Não houve acordo.

As mulheres também fecharam as duas entradas do Grupamento Especial de Policiamento dos Estádios (Gepe). Do COE, saem os policiais que dão apoio ao Gepe, como os do Batalhão de Choque e o Batalhão de Ação com Cães  (BAC)

A PM informou que o esquema no entorno do Engenhão não foi prejudicado. Mas policiais que estão no local informaram à reportagem que o efetivo está menor do que o previsto.

Um deles contou que iniciou seu serviço às 16  horas de ontem, deveria ter sido rendido às 16 horas de hoje por um colega, no batalhão, mas não o foi, porque os policiais estão sendo impedidos de entrar e sair. Com isso, o PM está tendo de estender o seu horário. “Já estou trabalhando há 26 horas sem previsão de saída”, lamentou.

As mulheres dos policiais reivindicam o pagamento de salários e benefícios atrasados pelo governo do Estado. O movimento, que se organiza pelo WhatsApp, tem também viúvas e mães de PMs.

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