Familiares de PMs mortos no Rio criticam ação da polícia

Para parentes, agentes não têm boas condições de trabalho; associações dão recompensa por informações

Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2009 | 17h57

Caixões foram cobertos por bandeiras que depois foram entregues aos familiares. Foto: Wilton Júnior/AE

 

RIO - Parentes dos dois policiais mortos na queda do helicóptero no confronto entre a polícia e traficantes na zona norte do Rio criticaram neste domingo, 18, a ação da polícia. Mostrando falta de confiança no próprio órgão, associações de policiais militares estão oferecendo recompensa por informações sobre os responsáveis pelas mortes.

 

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Rosa Maria Barbosa, tia do policial Ednei Canazarro disse que "armam todo esse teatro para os Jogos Olímpicos 2016 e não dão as condições necessárias para nossos policiais trabalharem". Canazarro foi enterrado junto com o outro policial morto na ação, Marcos Sadler Macedo, no cemitério Jardim Sulacap, na zona oeste do Rio.

 

 

 

Associações de policiais ofereceram recompensa a quem tiver informações sobre a pessoa que atirou para derrubar o helicóptero. A Assinap (Associação dos Ativos, Inativos e Pensionistas das Polícias Militares, Brigadas Militares e Corpos de Bombeiros) ofereceu R$ 10 mil e a Associação de Cabos e Soldados da PM ofereceu outros R$ 2 mil.

 

Miguel Cordeiro, presidente da Assinap disse que "quem atirou utilizou um armamento pesado. Uma ponto 30 ou uma ponto 60. Essas armas são raras e em geral, na favela, as pessoas sabem que são os que as utilizam".

 

Cerca de 200 pessoas participaram do enterro, entre elas toda a cúpula da polícia. Alvo de críticas durante o enterro o Secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, assistiu ao enterro afastado dos comandantes da Polícia Militar.

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