Familiares de universitária morta protestam com passeata no PR

Após ficar desaparecida por dois dias, Ana Claudia Caron foi encontrada morta com o corpo carbonizado

Julio Cesar Lima, do Estadão

25 Agosto 2007 | 13h04

Uma passeata contra a violência reuniu neste sábado, 25, em Curitiba, cerca de 300 pessoas entre familiares e amigos de Ana Cláudia Caron, 18 anos, encontrada morta com o corpo carbonizado na última quinta-feira, em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, após ficar desaparecida por dois dias.  Para Madison Ramos, pai do namorado da vítima, é preciso fazer ações mais fortes contra criminalidade. "Essa é a sexta vítima encontrada na região, não podemos mais tolerar esses abusos. A polícia precisa fazer justiça, agir de forma efetiva para que ela (Ana) não seja apenas mais uma vítima", disse. Em, sua opinião, é alarmante saber que este foi o sexto caso na região. "A Ana foi a sexta vítima desse tipo de crime", disse. A polícia divulgou na sexta-feira um retrato falado do suposto assassino, mas ainda não conseguiu prendê-lo. O delegado Rubens Recalcatti, da Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba, disse que as investigações continuam. "Foi um dos crimes mais bárbaros que já investiguei", comentou. Entre os manifestantes estava Silmara Szacowski. "Esses casos precisam chamar a atenção das nossas autoridades. Perdi minha irmã em julho, ela foi assassinada e desfigurada com um paralelepípedo em seu rosto e até afgora só um suspeito está preso, o outro continua foiragido", afirmou. Segundo o professor JKatel Kubis, instrutor de Ana na academia onde ela praticava esportes, o clima de violência está em toda a parte. "Estamos em uma área central, ela foi vítima aqui na região, isso quer dizer que não estamos mais seguros em nenhum lugar", disse. Durante a passeata, os manifestantes pararam em frente à Catedral Nossa Senhora da Luz e fizeram um minuto de silêncio entes de rezarem e prosseguirem a manifestação até a Boca Maldita. O corpo de Ana foi enterrado na sexta-feira, no cemitério São Marcos, no bairro Pilarzinho,em Curitiba.

Mais conteúdo sobre:
Violênciaprotesto

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.