Familiares de vítimas da Kiss criam associação

Associação irá acompanhar a investigação do caso e buscar e emitir orientações para os processos de indenização

Elder Ogliari, de O Estado de S. Paulo,

10 Fevereiro 2013 | 13h18

PORTO ALEGRE - Cerca de 250 familiares das vítimas da tragédia da boate Kiss decidiram formar uma associação para acompanhar a investigação do caso e buscar e emitir orientações para os processos de indenização, neste sábado, em Santa Maria. 

 

Os participantes da reunião também admitem que unidos poderão amparar uns aos outros no longo processo do luto que estão passando. Uma comissão formada por dez pessoas deve esboçar um estatuto durante a semana para apresentá-lo no próximo encontro, marcado para o dia 23.

 

A página na internet criada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul para cadastrar pessoas que estavam na boate na madrugada de 27 de janeiro, quando um incêndio matou 238 pessoas, foi colocada no ar na noite de sexta-feira. A investigação acredita que a relação poderá comprovar que houve superlotação da casa e identificar mais testemunhas que possam explicar o que houve na hora da tragédia. Acesse o endereço.

 

Sabe-se, até agora, que a fagulha de um artefato usado em show pirotécnico gerou o fogo que queimou o revestimento de espuma e encheu a casa de gases tóxicos. A maioria das vítimas morreu asfixiada durante o tumulto formado na tentativa de fuga, quando a multidão só tinha uma porta estreita para passar. 

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