Famílias das vítimas do vôo da Gol criticam jornalista

Para eles, jornalista americano humilha tanto as famílias das vítimas quanto as autoridades brasileiras

25 Julho 2007 | 19h46

Familiares das vítimas do Vôo Gol 1907 criticam a postura do jornalista americano Joe Sharkey, divulgado extensamente, na imprensa brasileira, como "sobrevivente" da tragédia. O jornalista, desde que voltou ao seu país, iniciou duros ataques aos brasileiros, aos familiares e às autoridades brasileiras.   "Repudiamos esse tipo de atitude de um cidadão que esteve envolvido no acidente dentro do Legacy e acompanhou a morte de nossos familiares no Brasil. Ele age de modo irresponsável e nos humilha diariamente em seu site, nos acusando de sermos irresponsáveis e incapazes de analisar o caso", diz Angelita de Marchi, presidente da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo Gol 1907.   Angelita diz que os familiares estão revoltados por acompanhar as agressões publicadas pelo jornalista. "Não é possível admitir uma coisa dessas, que ele continue nos chamando de 'tupiniquins', de loucos e de incapazes de ter um pensamento racional diante de toda essa situação", destaca.   Para Rosane Guthjar, viúva do empresário Rolf Guthjar, morto no acidente, as agressões do jornalista norte-americano, que estava junto com os pilotos Joseph Lepore e Jan Paladino, no dia do acidente, é mais um fato que demonstra o descaso das autoridades brasileiras que ainda não pediram retratações pelas agressões escritas pelo jornalista contra todo o povo brasileiro.   "Estamos sendo humilhados por ele diariamente, por uma pessoa que não reconhece nossa dor e sofrimento, que nos acusa de sermos insanos e incapazes, e essa mesma pessoa estava a bordo do avião junto com os pilotos que desligaram voluntariamente os aparelhos e causaram a morte de 154 entes queridos. Como permitem que ofenda a nós e ao povo brasileiro, ao Congresso Nacional, assim?", desabafa Rosane.F  

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