Famílias de presos rivais podem ser alvos do PCC

As famílias de presos pertencentes a facções rivais do Primeiro Comando da Capital (PCC) também podem ser alvos de ataques, segundo mensagens eletrônicas recebidas pela Polícia Civil de Sorocaba. Os avisos, que chegaram à polícia antes da recente onda de ações, incluíam entre os supostos alvos, além dos funcionários das unidades prisionais, as famílias de presos de outras facções. Uma das mensagens informava sobre a possibilidade de ataques a ônibus que transportam as visitas desses presos.As duas penitenciárias de Sorocaba são controladas por facções rivais do PCC, como o Terceiro Comando da Capital (TCC) e Comando Revolucionário Brasileiro do Crime (CRBC). A casa de um agente foi atacada na noite de segunda-feira próximo da Penitenciária Danilo Pinheiro, no bairro Mineirão, controlada pelo TCC. O coquetel molotov lançado contra a residência não pegou fogo. As mensagens faziam referência também aos presídios de Guareí, Bauru e Guarulhos. Os ataques seriam feitos pelos presos indultados em razão do Dia dos Pais. Eles sairiam das prisões com as missões determinadas. Os detalhes foram passados à polícia por informantes, pois os detentos deixaram de usar os celulares para a transmissão de ordens. O texto assegura que a informação é confiável, pois a mesma fonte já fornecera, em outra ocasião, informações verídicas. As mensagens foram repassadas a vários órgãos policiais. A Polícia Civil não comentou o assunto, alegando questão de segurança.Dinheiro no bancoA polícia pretende usar dados de movimentação bancária na tentativa de identificar os criminosos que, fora das prisões, dão suporte ao PCC. Os serviços de inteligência das polícias civil e militar já identificaram o uso de "laranjas" para a movimentação do dinheiro arrecadado pela facção com o tráfico de drogas e a cobrança de contribuições dos filiados.As contas, na rede bancária, são abertas, geralmente, em nome das mulheres, companheiras ou irmãs dos traficantes. São elas que comparecem às agências para as operações não disponíveis na internet, como o depósito de dinheiro vivo.Policiais à paisana monitoraram essas operações em cidades como Araraquara e Sorocaba. Em um dos casos, a mãe de um traficante dirigiu-se de ônibus a uma agência para depositar R$ 15 mil, em notas de R$ 5, R$ 10 e R$ 20. O dinheiro estava em uma sacola de plástico. Ela foi atendida no setor vip da agência.

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