Famílias querem esclarecer mortes em trilhos de Brotas

As famílias dos quatro jovens mortos pelo trem na madrugada do domingo, 11, não acreditam que eles permaneceriam deitados na linha, como se supõe, à espera da morte, e querem rigor nas investigações. Acreditam na possibilidade de as vítimas terem sido mortas em outros locais e levados à linha como "queima de arquivo". Waldemir de Souza, tio de David Roberto Vitório Mariano, que reconheceu seu corpo no Instituto Médico Legal (IML) de Rio Claro, disse que o sobrinho tinha ferimentos parecidos com mordidas de cachorro. A mãe do rapaz, Lucia Helena Vitório, culpa a polícia por não ter apreendido os menores ou pelo menos comunicado a família após abordá-los em Brotas. As quatro vítimas - os irmãos Clenildo Rogério e Odair Primo e, David e Denis Almeida - passaram os últimos dois dias de vida no prédio da antiga estação ferroviária de Brotas. Nelson Afonso, que mora no local, revela que os quatro disseram morar em São Carlos, distante 70 quilômetros, e terem vindo a Brotas para visitar um parente, mas perderam o endereço. A guarda municipal os abordou na noite de sexta-feira, 9, e a Polícia Militar no sábado, 10, mas apenas os orientaram a não permanecer no local. Pesquisa de antecedentes revelou que apenas Clenildo tinha passagem na polícia por furto. Segundo os vizinhos da estação, os quatro disseram que esperavam o trem para voltar a São Carlos - como não passa trem de passageiro, acredita-se que fariam o "surfe ferroviário" - e, pressionados para deixar o local, caminharam a pé pela linha. O local onde foram encontrados mortos fica distante sete quilômetros dali. A polícia continua ouvindo os envolvidos e ainda não tem conclusões.

Agencia Estado,

13 Fevereiro 2007 | 16h37

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