Famílias são alvo de alarme falso sobre sobreviventes em hotel

Apesar da segurança, homem não identificado entrou no hotel dizendo que tinham sido achados sobreviventes

Pedro Dantas, da Agência Estado,

03 de junho de 2009 | 12h14

As famílias dos passageiros do Voo AF 447 da Air France que estão hospedadas em um hotel na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, foram alvo de uma brincadeira de mau gosto sobre sobreviventes na última terça-feira, apesar do rígido esquema de segurança. Segundo o advogado Marco Túlio Moreno Marques, "um homem aos berros, na sala (de convenções do hotel), disse que uma fragata teria recolhido vários sobreviventes, próximo ao local onde foram encontrados os destroços. Muitas pessoas comemoraram mas em seguida a informação foi desmentida.

 

Moreno é filho do ex-juiz federal José Gregório, de 72 anos, e de Maria Thereza Moreno Marques, de 69 anos, que estavam no voo da companhia francesa, a caminho de Paris. Ainda não identificamos a pessoa e nem os motivos que a levaram a divulgar isso. No entanto é algo muito triste, pois até agora mais de 48 horas depois do acidente, algumas famílias ainda têm esperança de que sejam encontrados sobreviventes", lamentou o advogado.

 

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Marteen Van Sluys, irmão da jornalista da Petrobras Adriana Francisca Sluys, que estava na aeronave, informou à Agência Brasil que as famílias se abraçaram para comemorar a notícia. Logo depois, no entanto, a Marinha e a Aeronáutica, que estão responsáveis pelas buscas, não confirmaram as informações."Foi um momento de muita comoção. Informações como essa, divulgada de forma leviana, são inaceitáveis e só aumentam nossa angústia", desabafou.

 

Desde segunda-feira cerca de 30 famílias de passageiros do voo AF 447 estão acomodadas no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, onde a companhia aérea Air France montou um centro de apoio e de informações. A empresa prometeu divulgar ainda nesta quarta-feira, 3, a lista oficial com os nomes dos 228 ocupantes da aeronave.

 

 

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