Fashion Rio começa com desfalque de grifes famosas

Semana de moda abriu com coleção Specular, de Luana Jardim; organizadora nega crise no evento

Fabiana Cimieri, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2008 | 21h19

A 13.ª edição do Fashion Rio começou neste sábado, 7, na Marina da Glória, com o desfile da estreante Luana Jardim. A mineira, de apenas 22 anos, desfilou sua coleção de formatura da faculdade de design, batizada de Specular. Apesar do desfalque de algumas grifes como a Colcci, que tem a top Gisele Bündchen como maior estrela, e a Blue Man, de moda praia - que irão desfilar no São Paulo Fashion Week - a organizadora, Eloysa Simao, negou que haja uma crise na semana de moda carioca.   Fotos: Fábio Motta/AE   "A força do Rio em lançar marcas e inesgotável. Se sai uma grande marca, com certeza outras novas virão. Esse vai-e-vem é normal, mas quando acontece no Rio se faz um alarde e gera uma crise que não existe", afirmou, enfatizando que a capital carioca é uma "fazedora de moda e grande lançadora de marcas". Segundo ela, todas as grifes que desfilaram no Fashion Rio e no Fashion Business - a bolsa de negócios do evento - tiveram um crescimento de pelo menos 50% em vendas.   A estilista Luana Jardim abriu a primeira noite do evento com uma coleção conceitual. O minério de ferro em diferentes texturas e aplicações foi a matéria prima do seu trabalho. Os 15 looks foram confeccionados sobre uma base em EVA. As saias, vestidos, corseletes e esplendores refletiam a luz em todas as direções. Alguns modelos pareciam armaduras medievais.     Ela disse ter vindo parar no Fashion Rio por acaso. "O pessoal da MMX (empresa do empresário Eike Batista, um dos patrocinadores do evento) viu a minha coleção de formatura e me convidou", afirmou.   A segunda grife a desfilar foi a Lilica Ripilica, de moda infantil. A atriz mirim Sofia Terra e a filha da atriz Flavia Alessandra, Giulia, foram as estrelas do desfile. A coleção da marca fabricada pela Marisol foi inspirada no tema Beauty Essence, que buscou suas referências nas diversões das meninas brincando na penteadeira da mãe.     Os tecidos são leves, como a cambraia e tricoline, e em algumas peças mais estruturados, como o gorgorão e o jeans stretch. Os vestidos vieram em formato de frasco ou ampulheta, mostrando que a silhueta mais solta deve continuar em alta. Os shorts balones também continuam na moda, coordenados com blusas de corte evase.     A paulistana Rita Wainer encerrou a noite desfilando a marca que leva seu nome. Foi uma apresentação performática e descolada de tendências, que teve como tema o tempo e os deuses gregos mitológicos. O bordado teve lugar de destaque na coleção, que mostrou ainda estampas coloridas e silhuetas amplas.     A apresentação de Rita Wainer fugiu do formato tradicional dos desfiles. Os convidados entravam na sala e podiam ficar o tempo que quisessem admirando os 10 looks criados pela estilista. Três modelos simbolizavam as deusas gregas chamadas moiras e outras sete modelos formavam um relógio, simbolizando o tempo. O cenário, assinado por Frank Dezeuxis, tinha pilhas de cadeiras de plástico e cacos de vidro espalhados pelo chão.  

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