Faturamento aumentou 63,5%

Os peritos do IC examinaram o material apreendido. No laudo contábil, o perito Paulo Fernandes Filho listou quadros com demonstrativos mensais de R$ 4.074.868 (julho) até R$ 6.832.974 (maio). Ali estão discriminados os valores obtidos com a venda de droga (o progresso), chamados de "papa", "bicho", "bob esponja" e "tim".A comparação dos relatos dos peritos com a contabilidade da facção apreendida em São Paulo pela Polícia Federal, em 28 de fevereiro de 2008, mostra que o crime organizado não para de crescer. Mesmo em um ano de crise econômica, o faturamento da principal facção criminosa de São Paulo, aumentou 63,5%. Dos R$ 4,89 milhões arrecados em fevereiro, a facção passou em setembro para outro patamar, quando os valores da "lista bruta" chegaram a R$ 8.000.539.Em setembro, a facção recebeu R$ 202.675 em contribuições de 21 cadeias públicas, 15 presídios de regime semiaberto, 28 CDPs e 30 penitenciárias. Pelo menos seis penitenciárias ficaram isentas (Avaré, Dracena, Avanhandava, Balbino, Iaras e Pracinha. A polícia não sabe o motivo de tal ''isenção''.

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