Favelados queimam nove ônibus no Rio após morte de menino

Nove ônibus foram destruídos por moradores do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, em protesto contra a morte de Marcelo Apolinário Nunes, de 12 anos, que atribuem a policiais militares. O menino levou um tiro na cabeça hoje de manhã, durante operação na favela da Grota, que fica na região. Revoltados, moradores atearam fogo e jogaram pedras contra os coletivos - segundo a PM, insuflados pelos traficantes de drogas.O comandante geral da PM, coronel Francisco Braz, está comandando pessoalmente o patrulhamento na favela. Ele chegou a ser cercado por moradores mais exaltados, que o chamavam, aos gritos, de ?assassino?. Braz afirmou que a favela não será ocupada, somente patrulhada. ?Fiz um acordo com os líderes comunitários, e eles garantiram que tudo ficará em paz?, disse.A família de Marcelo disse que o garoto, que estudava na terceira série do ensino fundamental, brincava com colegas no momento em que foi atintigido. O comandante da PM, porém, disse que pretende investigar a vida do menino. ?A mãe dele me mostrou uma fotografia em que ele posava ao lado de pessoas suspeitas?, afirmou.

Agencia Estado,

29 de abril de 2002 | 15h24

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