Fazenda acena com superávit de 3,3%

Mantega, que será mantido no ministério no governo Dilma, adota tom fiscalista e cita meta já abandonada por Lula

Fabio Graner / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

25 Novembro 2010 | 00h00

Ao querer mostrar compromisso com a austeridade fiscal em seu primeiro discurso como ministro da Fazenda do governo Dilma, Guido Mantega disse que vai cumprir uma meta de superávit primário que o governo formalmente já abandonou: 3,3% do PIB. O superávit primário é a poupança que o governo faz para pagar os juros da dívida.

Na última sexta-feira, o governo enviou ao Congresso um projeto de lei retirando a Eletrobrás do esforço fiscal do setor público, o que reduz a economia do governo em 0,2 ponto porcentual do PIB. Além disso, com os novos parâmetros econômicos previstos pelo Planejamento, o superávit primário que está na LDO de 2011, definido em valor nominal (R$ 117,9 bilhões), será, na prática, ainda 0,1 ponto porcentual menor em relação ao tamanho da economia. Ou seja, formalmente, a meta do governo para o ano que vem é de 3% e não de 3,3% do PIB, como anunciado.

Mantega não disse como vai cumprir o superávit de 3,3%. Como os afrouxamentos da meta são oficiais, o governo Dilma terá de dizer também com que poupança o Tesouro fará a compensação prometida por Mantega.

A única pista sobre a fonte de mais poupança do novo governo foi dada pela futura ministra Miriam Belchior, que falou em "rever contratos" para saber onde cortar despesas de custeio.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.