Fazenda de traficante colombiano na BA volta ao trabalho

No fim da semana, deve ter início a colheita de uvas e mangas na fazenda, que deve render R$ 25 milhões

TIAGO DÉCIMO, Agencia Estado

29 Agosto 2007 | 13h12

Os cerca de 2,2 mil trabalhadores da Fazenda Mariad, em Juazeiro (BA), do traficante colombiano Gustavo Duran Bautista, voltaram ao trabalho nesta quarta-feira, 29, depois da desocupação dos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), da área, realizada na noite de terça.   A fazenda, sede da empresa Mariad Importação e Exportação de Frutas, estava sem administrador desde o dia 20, quando a gerente Ana Lúcia de Araújo Lacerda foi presa por agentes da Polícia Federal (PF), acusada de participar de uma quadrilha de tráfico internacional de drogas. O dono da fazenda, segundo a PF, seria Gustavo Duran Bautista, que havia sido preso dia 18, no Uruguai, com 485 quilos de cocaína. Bautista é acusado de integrar o grupo do megatraficante Juan Carlos Ramirez Abadia, preso em São Paulo. Segundo a PF, a fazenda era utilizada como fachada em um esquema de envio de cocaína para a Europa - a droga seria embalada em fundos falsos de caixas de frutas. Sem administração, a fazenda foi assaltada, na noite de sábado, por um grupo de dez homens encapuzados, que levaram insumos agrícolas, e invadida pelos integrantes do MST, horas depois. Para administrar a fazenda, a Justiça do Trabalho de Juazeiro nomeou um interventor, o agrônomo Rogério Alves de Santana, que também assumiu a função nesta quarta-feira.De acordo com Santana, especializado em agricultura irrigada, os esforços da intervenção estão em garantir o pagamento dos salários dos funcionários. No fim da semana, deve ter início a colheita de uvas e mangas na fazenda. A previsão é de que sejam colhidas 4 toneladas de frutas - com faturamento de cerca de R$ 25 milhões.

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