Fazendeiro acusa PM de comandar execuções no Pará

O comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar do município de Paragominas, no leste do Pará, major Éder Ribeiro da Silva, está sendo acusado pelo fazendeiro capixaba José Alberto Ferraço de comandar, com cerca de 20 homens armados, a invasão de sua residência, promovendo espancamento, seqüestro e assassinato, com requintes de crueldade, de três homens com quem Ferraço mantinha negócios de compra e venda de burros e cavalos. Os crimes, garante Ferraço, foram praticados na madrugada do dia 21 de abril. Ele disse que os militares invadiram sua fazenda à procura de assaltantes de banco e ladrões foragidos do Maranhão. As vítimas teriam sido amarradas, levadas para a mata e mortas a tiros. Depois, tiveram seus corpos incendiados e depois atirados num rio da região. O fazendeiro, que viajou para o Espírito Santo, pediu hoje a ajuda do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, denunciando o caso por meio de uma carta. Ferraço pediu proteção também à sub-procuradora geral da República e procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Maria Eliane Menezes de Farias. Na sexta-feira um pedido de investigação sobre as atividades do major em Paragominas e seu possível envolvimento com essas mortes chegou para o comandante-geral da Polícia Militar, coronel João Paulo Vieira, que imediatamente determinou ao corregedor-geral da instituição, coronel Rubens Lameira, a abertura de sindicância para apurar os fatos. O major não respondeu aos telefonemas da Agência Estado para se defender das acusações.

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