Fazendeiro é condenado a 30 anos por morte de missionária

Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, foi condenado como um dos mandantes do assassinato de Dorothy Stang

Carlos Mendes

13 de abril de 2010 | 01h18

Júri popular condenou por maioria de votos, a 30 anos de prisão, em regime fechado e sem direito de recorrer da sentença em liberdade, o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da missionária Dorothy Stang, no dia 12 de fevereiro de 2005.

 

A decisão, que saiu na noite de segunda-feira, 12, foi comemorada por entidades ligadas aos direitos humanos e pela congregação a qual Stang pertencia. Bida saiu direto do salão do júri para a penitenciária de Americano, na região metropolitana de Belém.

 

O júri, composto por seis mulheres e um homem, entendeu que Bida ordenou o assassinato com requinte de perversidade contra uma idosa de 73 anos "totalmente indefesa".

 

"A justiça foi feita", comentou Rebecca Spires, religiosa que trabalhou com Dorothy Stang. Os defensores públicos Paulo Bona e Alex Noronha, que atuaram na defesa de Bida, informaram que qualquer recurso contra a sentença terá de ser impetrado por advogado contratado pelo réu. "Nós já fizemos a nossa parte, que foi defendê-lo", disse Bona.

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