FBI entra no caso da brasileira desaparecida nos EUA

A investigação sobre o desaparecimento da universitária paranaense Carla Vicentini, de 22 anos, em Newark, New Jersey, nos Estados Unidos, ganhou o reforço do FBI, a polícia federal norte-americana. A informação foi dada a familiares que moram em Goioerê, no centro-oeste do Paraná, por amigos que acompanham o trabalho da polícia nos Estados Unidos. "Estão trabalhando sem descanso. Deixaram a vida deles para buscar a minha filha como se filha deles fosse", disse a mãe de Carla, Tânia Maria Vicentini. Ela informou que uma fita de vídeo feita pelas câmeras do restaurante em que Carla teria se encontrado com um americano antes de desaparecer foram entregues hoje à polícia. No entanto, amigos de Tânia que estiveram na sede da polícia disseram que em nenhum momento qualquer um dos dois aparece na fita. "Pode ter sido retirada essa parte", acredita a mãe. "Afinal, o restaurante tem câmeras de todos os ângulos e minha filha não é invisível." Tânia disse que após o desaparecimento da filha conversou uma vez com a brasiliense Maria Eduarda Ribeiro, que Carla conheceu no avião quando viajava para os Estados Unidos e com quem dividia um apartamento. "Ela disse que foi à polícia fazer o retrato falado, mas meus amigos que estão acompanhando o caso nos Estados Unidos disseram que não tem nenhum retrato falado", afirmou. Maria Eduarda trabalha no restaurante em que Carla teria encontrado com o americano. Para o pai de Carla, Orlando, é possível que a moça esteja com medo de falar tudo o que sabe. Segundo algumas informações, Carla teria deixado seu emprego, num restaurante português, e passado no restaurante onde estava a amiga para pegar a chave do apartamento. Após tomar um banho, retornou ao restaurante, onde teria ficado conversando com o americano até por volta das 4 horas. Depois teria aceitado uma carona até o apartamento dela, a cerca de quatro quadras, e não foi mais vista. De acordo com Tânia, o Consulado do Brasil em Nova York tem entrado em contato continuamente com a família. O pai de Carla não consegue esconder o desespero. "Não é nem sonho nem pesadelo. Parece que não estou vivendo", disse hoje. "Estou no extremo, nem lágrima cai mais." A última vez que a família conversou com Carla foi no dia 8, quando ela disse que estava muito feliz. Na madrugada do dia 9 desapareceu. Carla foi aos Estados Unidos no dia 19 de janeiro por meio de um intercâmbio para trabalhar e aprender inglês. Deveria permanecer lá cinco meses.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.