FBI manda investigadores para acompanhar casa Stahelli

O Federal Bureau of Investigation (FBI), a Polícia Federal dos Estados Unidos, mandou dois investigadores ao Rio para acompanhar as investigações do assassinato do casal norte-americano Todd e Michelle Staheli. O secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, havia aberto, ao cônsul-geral dos EUA no Rio, Mark Boulware, a possibilidade de alguém do consulado acompanhar de perto os passos da polícia, para dar transparência ao caso. A decisão de trazer os agentes foi de Boulware. Segundo a secretaria, os agentes chegariam à cidade hoje à noite. O chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, disse que os investigadores acreditam que uma única pessoa tenha atacado o casal, em sua casa, no último domingo. A necropsia do corpo de Michelle, que morreu hoje, poderá confirmar a hipótese, porque mostrará se os ferimentos dela foram provocados pela mesma arma usada contra ele.Segundo Lins, ainda não há uma linha de investigação para o caso nem uma lista de suspeitos. Os depoimentos que serão tomados amanhã dos filhos dos Staheli de 13 e 10 anos, especialmente o da filha mais velha, poderão esclarecer uma série de dúvidas da polícia. Uma lista de perguntas será entregue à juíza Maria Angélica Guimarães Guerra Guedes, do 4º Tribunal do Júri, que ouvirá as crianças, no Fórum do Rio, a partir das 13 horas. A polícia ainda não encontrou a arma do crime e não sabe como o criminoso entrou na casa. O menino de 10 anos poderá contar como encontrou os pais ? ele foi o primeiro a chegar à cena do crime, o quarto dos pais, na manhã de domingo. Foi o garoto que chamou a irmã mais velha, que, por sua vez, telefonou para o casal Jeff e Caroline Turner, americanos amigos da família que moram num condomínio vizinho, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Os dois, que chamaram a polícia e em seguida levaram os quatro filhos dos Staheli para sua casa, também prestarão depoimento. Um tradutor oficial vai acompanhar a audiência, já que os quatro ouvidos são norte-americanos. Trata-se de uma sessão de antecipação de provas, por causa do risco de eles viajarem para os Estados Unidos a qualquer momento.O delegado da 16ª Delegacia de Polícia, Marcus Henrique Alves, que investiga o caso, disse que pretende fazer na semana que vem uma espécie de reconstituição do crime sem autor, que ele chamou de ?reprodução?, na casa da família, com a presença dos filhos e parentes. Para que isso ocorra, todos deverão permanecer mais alguns dias no País, o que ainda não foi confirmado. O delegado disse que, além dos filhos e do casal de amigos da família, Jeff e Caroline, quer ouvir os avós paternos e os dois irmãos de Michelle que estão no Brasil. Ele tomou o depoimento de três funcionários do condomínio Porto dos Cabritos, onde o casal morava.À tarde, o secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, reuniu Lins, seu sub-chefe, José Renato Torres, o diretor do Instituto Carlos Éboli, Marcos Gonçalves, o sub-diretor, Hugo Monteiro, e os delegados que investigam o caso, Marcus Henrique Alves e Carlos Henrique Machado, para fazer um apanhado de tudo que já foi feito até agora. Garotinho aproveitou para repreender a equipe pelo vazamento de informações aos jornalistas ? ele havia determinado sigilo absoluto a investigadores, peritos e delegados.Para ler mais sobre o crime na Barra da Tijuca: » Corpo de Michelle Staheli já foi encaminhado para necropsia » Polícia ainda não solicitou sangue de mulher de executivo » Morre Michelle Staheli, a mulher do executivo » Filhos do casal terão que prestar depoimento » Depoimento da filha mais velha tem contradições, diz secretário » Morte cerebral de Michelle Staheli é ?questão de tempo? » Situação de Michelle Staheli é ?extrema?, diz boletim » Polícia quer impedir que filha de executivo deixe o País » Mercado não acredita em ameaças ao executivo americano » Estado da mulher do executivo choca os parentes » Parentes do casal americano chegam ao Rio » Empresário americano podia estar sendo ameaçado

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.