Febem confirma 17 fugas durante rebelião em Campinas

Quatro adolescentes feridos, 17 foragidos, colchões queimados, vidros e móveis quebrados foram o saldo de uma rebelião que começou às 16h45 e terminou por volta das 22 horas desta terça-feira no Internato Jequitibá, unidade da Fundação Estadual do Bem Estar do Menor (Febem) de Campinas. Segundo a Febem, uma briga entre os internos deu início à confusão e alguns deles, armados com facas improvisadas, expulsaram os funcionários do prédio durante a rebelião. Uma sindicância foi aberta para apurar o caso e se houve negligência ou envolvimento de funcionários. De acordo com a Febem, a unidade tem duas alas. Numa delas, a ala B, ficam os adolescentes menos problemáticos, que freqüentam aulas, e na ala A, os novatos e os que exigem maior atenção. Três jovens da ala B brigaram com um rapaz da mesma ala, informou a Febem. Como castigo, foram transferidos para a outra ala.A transferência não agradou os internos da ala A, que iniciaram a confusão, incitaram os adolescentes à rebelião e expulsaram os funcionários. Três rapazes, considerados pouco influentes entre os internos, foram feitos reféns e feridos, sem gravidade. A unidade tem capacidade para 72 adolescentes e abrigava 77, com idade entre 14 e 17 anos, conforme a Febem.A Fundação informou que, enquanto a direção da unidade negociava o fim da rebelião, um grupo de adolescentes achou uma escada na área restrita aos funcionários, a usou para escalar o muro nos fundos do prédio e fugir. A fuga de 22 jovens foi descoberta na contagem dos internos. A direção acionou a Polícia Militar, que conseguiu recapturar três deles logo após a fuga e outros dois na madrugada desta quarta-feira. Um deles estava ferido e foi medicado.A Febem divulgou que entrou em contato com parentes dos fugitivos e quatro famílias se comprometeram a entregar os infratores, o que não havia ocorrido até o final da tarde desta quarta-feira. Ainda segundo a Febem, os rebelados não fizeram nenhuma reivindicação. Eles foram trancados em seus quartos e toda a unidade permanecerá em castigo durante os próximos cinco dias, com restrição aos banhos de sol e às visitas.

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