Febem demite 9 funcionários por causa de maus-tratos

A Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem) demitiu nesta segunda-feira, por justa causa, nove funcionários acusados de maus-tratos contra internos. Os jovens teriam sido vítimas de agressão ocorrida em novembro de 2000, numa unidade do Complexo Raposo Tavares. A Corregedoria Geral da Febem investigou as denúncias e considerou que os funcionários dispensados eram de fato responsáveis pelas agressões. A demissão dos trabalhadores foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo no úlltimo sábado.MorteMorreu ontem um adolescente da Febem do Tatuapé, na zona Leste de São Paulo, que estava internado desde o dia 20 de agosto, após ter ateado fogo no colchão de sua cela. As informações dão conta de que provocou o incêndio na tentativa de chamar a atenção para os problemas que ocorrem naquela unidade. O falecimento teria acontecido porque o menor inalou muita fumaça. ParalisaçãoA greve dos funcionários da Febem está completando 21 dias nesta segunda-feira. A paralisação, iniciada no dia 18 de agosto, tem como objetivos principais obter maior segurança no trabalho e diminuir o número de internos nas unidades. O movimento ganhou força principalmente em razão da morte de um monitor durante rebelião na Febem de Franco da Rocha, no mês passado. O índice de adesão à paralisação nas unidades que compõem o Complexo Franco da Rocha é de 100%. Os empregados vão aos locais de trabalho, batem ponto, mas não exercem suas atividades. Nas Unidades do Brás, Tatuapé, Raposo Tavares e Vila Maria, o movimento é apenas parcial. Já no interior do Estado, não há, por enquanto, registro de paralisação.DemissõesA Febem poderá demitir ainda nesta segunda-feira outros 17 funcionários que teriam cargo de confiança e em razão disso estariam impedidos participar do greve. A direção da entidade aguarda para as próximas horas uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre a greve da categoria. A entidade deseja que o TST declare o movimento abusivo, pois o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo considerou a paralisação procedente.

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